Por que nossa greve continua?

greve77

Governo enrola a categoria e não apresenta o mínimo que são os 8% da lei da Data Base (existente desde 2007) e diz que “propõe outra conversa dia 19”!!!!!!
Comissão de negociação da APP foi clara: não tem negociação sem apresentação de índice!

A GREVE CONTINUA!

A retomada da nossa greve, decidida na assembleia do dia 25 de abril, foi baseada em razões sólidas, que até podem ser ignoradas por setores que não acompanham a nossa luta cotidiana, mas que devem ser reafirmadas, diariamente, no diálogo da nossa categoria com a sociedade. Especialmente quando se alastra e toma corpo – de maneira nada ingênua ou gratuita – um discurso que questiona não só a motivação da greve, como afirma que ela não tem pauta. Nada poderia estar mais distante da realidade.

Temos pauta, sim. E também temos problemas e desafios. Temos desconfianças contra um governo que não cumpre o que negocia e temos, apesar de tudo, boa vontade para encontrar uma saída que assegure não só o respeito aos direitos da nossa categoria, mas, também, uma escola de qualidade para os milhares de estudantes matriculados na rede pública de ensino do Paraná. A seguir, leia alguns esclarecimentos, da direção estadual da APP, sobre questionamentos que estão sendo feitos por alguns setores para desqualificar a nossa greve. (…)

O PL da Previdência já foi aprovado. E agora? O governo NÃO DEBATEU amplamente com os sindicatos o projeto de lei (PL) aprovado no último dia 29. Inclusive, algumas matérias em veículos de comunicação demonstram os riscos previdenciários no futuro, o que mostra a má-fé do governo, e não da APP, uma vez que não há garantias financeiras de que o modelo até então superavitário – graças a contribuição dos servidores públicos – se sustentará em longo prazo. O que criará um sério problema para os futuros governantes. E, claro, com a nova lei o governo pode, sim, “meter a mão” escancaradamente no dinheiro dos(as) servidores(as) públicos contribuintes. Durante o acordo de greve de fevereiro, havia o compromisso de não reduzir direitos em relação às questões previdenciárias e, muito menos, atropelar os encaminhamentos durante a tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O governo descumpriu os dois acordos: ao migrar a massa previdenciária de um fundo para outro e ao promover regime de urgência na Alep. Em regime de urgência, o prazo de tramitação de uma Comissão a outra, na Assembleia, se reduz há apenas 24 horas. Daí surge a pergunta: que debates deputados(as) e população em geral podem fazer na exiguidade de apenas um dia sob o regime de urgência?

E a data-base? Sim, este é um item da nossa pauta. E não, ele não caiu na pauta da greve de paraquedas. Desde 1º de janeiro vigora a Lei do Piso Nacional com índice de reajuste em 13,01% para o magistério e, até agora, o governo nada indicou sobre o cumprimento desta lei. Portanto, o governo sabe dos índices que são públicos desde lá… E deveria ter aproveitado no Dia dos(as) Trabalhadores(as) para, além de alardear o índice de reajuste do Piso Salarial Regional (8,84%), também encaminhar um projeto com os reajustes necessários aos(às) professores(as), funcionários(as) de escola e demais servidores(as). Mas, não. E isso não é taxado como má-fé… Nossa luta legítima, que se faz pela força do movimento, é para que tenhamos os reajustes já garantidos em lei (caso do Piso Nacional para o magistério) e não é um pretexto para desgaste político do governador e de sua equipe. Se o governo sabe que em maio temos data-base, que existem indicadores nacionais de reajustes – e ele próprio reconhece isso ao atualizar o Piso Salarial Regional –, por que não propôs as negociações antes do movimento decidir-se por greve? Não é nossa culpa despreparo e a falta de planejamento de um governo que vai para seu 5º ano de gestão. Temos direito à data-base (8,17%) e ao pagamento do Piso Nacional para professores e funcionários (13,01%), retroativo a janeiro.

E para quem ainda desconhece a nossa pauta, segue abaixo todos os itens (inclusive reiterados na nossa última assembleia):

  1. Data-base (8,14%).
  2. Piso Nacional para professores e funcionários (13,01%), retroativo a janeiro.
  3. PSS – Pagamento pela maior habilitação.
  4. Porte de Escola (condições de trabalho).
  5. Concurso Público para professores e funcionários.
  6. Enquadramento dos aposentados no nível II.
  7. SAS.
  8. Hora-atividade de 50%.
  9. Incorporação do auxílio-transporte ao salário.
  10. E a não punições e faltas aos(às) trabalhadores(as) da Educação em greve.
  11. Calendário único de reposição.

http://www.appsindicato.org.br/Include/Paginas/noticia.aspx?id=11344

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