A filosofia no olhar de Lin Yutang

O filósofo chinês olha a vida com um olho aberto e outro fechado. Considera-a com amor e doce ironia, mescla seu cinismo com uma bondosa tolerância. Observando assim a vida, vê a futilidade de muita coisa que acontece em derredor, e a de suas próprias empresas, mas conserva suficiente sentido da realidade para não desanimar.

Raras vezes se desilude, porque não tem ilusões, e raras vezes se decepciona porque não tem esperanças extravagantes. Dessa forma está emancipado o seu espírito. O mais alto ideal da cultura chinesa foi sempre o de insuflar no homem o sentido do desapego à vida. Deste desapego vem o elevado espírito, um animo elevado que nos permite ir pela vida com tolerante ironia e escapar às tentações da fama, riqueza e êxito, e nos faz aceitar eventualmente o que quer que aconteça.
È deste desapego que surge também o sentido da liberdade, o amor ao ócio, e o orgulho, e a despreocupação. Só com este sentido da liberdade e esta despreocupação é que se atinge a aguda, a intensa alegria de viver.

Não duvido que os nervos ocidentais possam suportar muita coisa que os nervos chineses não suportam, e vice-versa. Bom é que seja assim. Os ocidentais, assim como os chineses, também sabem sonhar, mas se envergonham da palavra “folga”, num mundo de grande intensidade de negócios. Hoje em dia isso afeta também a muitos orientais, no mundo globalizado e gerenciado pelo dinheiro.

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