Filosofia e Ciência

O que se denomina “ciência” nos dias atuais foi criado e consolidado a partir do séc. XVII. Um dos fatores que determinaram isso foram as experiências de Galileu Galilei. Naquela época, os filósofos discutiam intensamente os métodos ideais para se chegar a conhecimentos verdadeiros. Um desses filósofos era o francês René Descartes (leia-se “Decarte”). Este filósofo sentia-se “incomodado” com o que observava nas aulas de matemática: os professores não discordavam entre si nas conclusões a que chegavam com respeito aos problemas que tratavam ou tentavam solucionar. O mesmo não acontecia nas aulas de filosofia. Ali, as conclusões eram sempre discordantes, não havia um acordo. Para Descartes isso se devia ao fato de que, na matemática, todos trabalhavam sempre da mesma forma, já na filosofia, cada um do seu jeito.
Mas, Descartes desejava alcançar os mesmos resultados da matemática dentro da filosofia. Buscando uma fonte segura para o conhecimento filosófico, Descartes partia do princípio de que somente a nossa razão (capacidade de raciocinar, de refletir) seria realmente confiável, pois os nossos sentidos frequentemente nos enganam. Para ilustrar sua desconfiança para com nossos sentidos, serviu-se de um exemplo: quando colocamos uma colher dentro de um copo com água, de modo que parte dela fique submersa e parte fora do copo, observamos que ela aparenta uma espécie de desvio, como se estivesse torta. Mas sabemos que ela não está torta, bastando retira-la para verificar isso. É uma ilusão dos sentidos. Ora, sabendo-se que os nossos sentidos podem nos enganar, o que nos garante que não nos enganem sempre? Assim, Descartes conclui que os sentidos não são confiáveis.
Diante disso Descartes propôs o método racionalista, ou método cartesiano. Este método consiste numa série de procedimentos pelos quais os conhecimentos filosóficos, da forma mais próxima possível dos conhecimentos matemáticos, possam também eles estabelecer alguma verdade indiscutível, como faz a matemática. Segundo esse método, a partir das ideias inatas, que são naturalmente as verdadeiras (espécie de ideias que não se aprendem ou que não precisam que ninguém nos ensine, já nascemos com elas) podemos deduzir novas ideias, que também serão verdadeiras, desde que obedecido o método.
Em que consiste o método cartesiano?
Segundo Descartes, o primeiro passo é identificar qualquer possibilidade, por mínima que seja, de colocar em dúvida uma primeira ideia sobre algo. Esse princípio é chamado “dúvida metódica”.

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