ELEIÇÕES 2014: POSICIONAMENTO POLÍTICO

Segue Carta Aberta assinada por 80 professore(a)s do Colégio Estadual do Paraná posicionando-se politicamente nesta eleição: NENHUM VOTO EM AÉCIO. VOTAMOS DILMA!

CARTA ABERTA DE EDUCADORES DO CEP

O futuro da educação e do país está em nossas mãos!

NESTE 2° TURNO, NENHUM VOTO EM AÉCIO! VOTAMOS DILMA!

Ano passado, durante as manifestações de junho, iniciadas pelo descontentamento de milhares de jovens e trabalhadores contra o aumento das passagens de ônibus e que transbordaram para diversos temas como melhorias nos serviços públicos em geral, uma onda espalhou-se pelo país. O sentimento de mudança e descontentamento com as nossas instituições políticas foi a tônica. O sentimento era: com esse Congresso e com nossas atuais instituições, não dá!

Contraditoriamente a esse sentimento de mudança, foi eleito o Congresso nacional menos ligado as lutas sociais e mais conservador desde 1964 (dados do DIAP), passando de 220 para 280 parlamentares empresários (+27%), 130 para 160 ruralistas (+23%). Já os sindicalistas caíram de 83 para 46 (-44%). Houve crescimento de deputados ligados a setores homofóbicos e militares (do lobby da indústria de armas).

A presidenta Dilma, à época das manifestações de junho de 2013, respondeu que “para mudar é preciso mudar as instituições” e propôs uma Constituinte para uma reforma política.

A reforma política é fundamental para mudarmos os atuais mecanismos de representação no Congresso dominado pelo poder econômico e que trava pautas como reforma agrária, reestatizações, mais verbas para -e apenas- os serviços públicos, desmilitarização das PM’s.

No entanto, sem uma reforma política que acabe, por exemplo, com o financiamento privado de campanhas, estabelecendo o financiamento igualitário e público de campanha ou o voto em lista partidária para se impedir o “voto ratinho” e fortalecer o voto programático/ideológico, sem reforma, nada mudará!

A presidenta Dilma acenou com a reforma política. Cerca de 8 milhões de brasileiros na semana de 7 de setembro votaram 97% pelo SIM no Plebiscito Popular pela Constituinte Exclusiva e Soberana pela Reforma Política. Essa força social deve ser dirigida à candidata que, ao nosso ver, reúne as condições de levar adiante tal proposta.

Muitos de nós que assinamos este texto temos diferentes avaliações sobre o governo Dilma. Muitos de nós votamos em Dilma no 1° turno. Outros aderentes desta carta votaram em outros candidatos. Porém, há algo que nos unifica: a rejeição completa de tudo o que representa Aécio Neves e seu partido, o PSDB!

Na análise dos projetos de Estado que representam as duas candidaturas, percebe-se claramente que Dilma representa a continuidade do fortalecimento das políticas sociais, entre essas as da educação. Neste último período tivemos o início de um processo de recuperação da valorização dos profissionais da educação brasileiros com a Lei Nacional do Piso dos professores, conquista histórica da categoria. Foi neste governo que tivemos o primeiro programa de profissionalização dos funcionários de escola, o Profuncionário.

O candidato Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, representa nestas eleições o retrocesso: o ideário do neoliberalismo e do Estado mínimo. O candidato Aécio Neves/PSDB representa a política direta do capital internacional interessado na privatização do patrimônio público, nas terceirizações e ataque às carreiras (travestidas de bônus por mérito), no controle direto do “mercado” da política monetária (fixação das taxas de juros) através da independência do Banco Central (defendido por Marina e em seguida por Aécio) com graves consequências para os serviços públicos (a relação dívida pública/orçamento público tenderia a aumentar).

Samuel Pessoa, membro da equipe de campanha de Aécio defendeu a privatização da Universidade pública (Folha de SP, 29/06) através de cobranças de taxas ou mensalidades. Trata-se de uma tese pronta para, caso Aécio/PSDB vença as eleições, ser apresentada como solução para os problemas financeiros nas Universidades.

O contraste entre esse modelo privatista do PSDB e o que conseguimos avançar na educação nos governos Lula e Dilma é gritante. Criaram-se 18 novas Universidades federais e 173 campi nos últimos 12 anos. Nos 08 anos do governo do PSDB (1995-2002) não foi criada NENHUMA Universidade federal!

Nos últimos 12 anos, dobrou o número de matrículas nas Universidades brasileiras e milhares de estudantes tiveram a oportunidade de estudar no exterior pelo programa Ciência sem Fronteiras. O orçamento federal do setor cresceu 223%, passando de R$ 18 bilhões para R$ 112 bilhões. No governo Lula, foram criadas 214 novas escolas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. No governo Dilma, foram mais 208 escolas. Em apenas 12 anos, a rede de educação profissional federal saltou de 140 escolas em 119 municípios para 562 em 507 municípios.

Os recursos para a educação precisam continuar sendo ampliados. O PNE (Plano Nacional de Educação) aprovado no governo Dilma, prevê aumento para 10% do PIB (cerca de R$ 200 bilhões a mais) no investimento em educação. É fundamental que o Pré-sal esteja sob controle estatal para garantir que 75% dessas verbas possam ir para a educação e 25% para a saúde (como aprovado pelo governo Dilma).

O Piso salarial para os educadores precisa ser implementado em todo o país, e as condições de trabalho dos educadores precisam ser melhoradas. Portanto, para nós, Dilma representa a manutenção das conquistas e a garantia de novos avanços necessários para a educação pública de qualidade e para a construção de um país mais justo, solidário e democrático.

Por isso, nós, educadores do Colégio Estadual do Paraná, declaramos e indicamos voto em Dilma. Pelo projeto de Estado que ela representa, pelos avanços conquistados e por tantos outros que apenas nossa luta poderá obter. Contra o retrocesso e a favor das reformas sociais que o povo necessita, no dia 26 de outubro é Dilma Rousseff, presidenta do Brasil.

Curitiba, outubro de 2014.

Assinam os educadores do CEP:

Ana Cristina M. de Souza (Arte);

André Barroso da Veiga (Arte);

André Meireles (Arte);

Cristine Amorin (Arte);

Janine Schneider (Arte);

Luís Lopes (Arte);

Ariane Corrêa Barbosa (Biologia);

Cláudio Teixeira (Biologia);

Fernando Machado Vieira (Biologia);

João Carlos G. de Almeida (Biologia/Ciências);

Joseth Franco Vieira de Oliveira (Biologia);

Ronualdo Marques (Biologia);

Clarice F. Dietrich Martins (Educação Física);

Cláudio C. Nielsen (Educação Física);

Fabiane C. de Freitas (Educação Física);

Itamar Santos da Silva (Educação Física);

Paulo Cesar Santos Clazer (Educação Física);

Myriam Schoz de Andrade (Educação Física);

Telma Angélica R. de Souza (Educação Física);

Dirlô Saldanha (Filosofia);

Eli de Abreu Passos (Filosofia);

Leonardo Camargo (Filosofia);

Roberto Blatt (Filosofia);

Robson A. Gaievski (Filosofia);

Valéria C. Bercini (Filosofia);

Vilma L. Dolinski (Filosofia);

Wilson José Vieira (Filosofia);

Albano Sampaio (Física);

Juliana Loch (Física);

Rafael Felipe Pszybylski (Física);

Daniel José G. Pinto (Geografia);

Eduardo Gonçalves (Geografia);

Telma S.B. (Geografia);

Carlos Roberto Benites (História);

Cleusa M. Fuckner (História);

Elias Rigoni (História);

Jacir de Melo (História);

Jorge Ferreira de Souza (História);

Mara Barbosa (História);

Mariana Rocha Zacharias (História);

Rosa Gianotto (História);

Rubens Tavares (História);

Vanessa Mesquita Sandim (História);

Emanuel Goetzke (Inglês);

Givanete Ramalho (Inglês);

Karla K. Schwarz (Intérprete de Línguas);

Polyanny dos Reis (Inglês/Português);

Rosália Noernberg (Inglês);

Susi Husak (Inglês);

Adriano Smaniotto (Língua Portuguesa);

Arlete Dolny (Língua Portuguesa);

Jefferson Luiz Franco (Língua Portuguesa);

Rodolfo Hinz Junior (Língua Portuguesa);

Andressa Santo (Matemática);

Enzo A. Souza (Matemática);

Felippe Carniel Sirtoni (Matemática);

Gilda Elena Kluppe (Matemática);

Glicéria D. Polak (Matemática);

Mara Viviane Camargo (Matemática);

Paulo Rogério Hoffmann (Matemática);

Tereza Cristina Vriesman (Matemática);

Tony Márcio Groch (Matemática);

Áurea M. Nóbrega (Pedagoga);

Camila Grassi Mendes de Faria (Pedagoga);

Elisa Molli (Pedagoga);

Elisane Fank (Pedagoga);

Márcia G. Guerreiro de Freitas (Pedagoga);

Meire Donata Balzer (Pedagoga);

Rosemeri Schier (Pedagoga);

Thiago Mendes (Produção de Áudio e Vídeo);

Sônia A. B. Casath (Química);

Affonso Cardoso Aquiles (Sociologia);

Eliana M. dos Santos (Sociologia);

Fernando J. Ciello (Sociologia);

Lívia Cruz (Sociologia);

Luciana Oliveira (Sociologia);

Marilda K. Lacerda (Sociologia);

Murilo C. Erhig (Sociologia);

Ney Jansen (Sociologia);

Priscila M. Drosdek (Sociologia);

Tatiana Lemos Azevedo (Sociologia);

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